Estás a matar-me. Estás a
matar-me de amor. Aproximaste-te
pouco a pouco. Seguiste os meus passos. Sem querer remendaste o meu coração.
Tão gentilmente que nem precisaste de agulha e linha. Abri o meu peito e dei-te
a conhecer o melhor e o pior de mim. Falámos muito, conhecemo-nos. Somos
diferentes apesar de termos os mesmos gostos, mas quando os nossos corpos se
juntam tudo deixa de ter importância. As poucas diferenças que temos passam a
detalhes insignificantes. Tudo nos une. Nada nos destrói. Vês? Estamos juntos,
como prometi. Ultrapassámos alguns obstáculos e seguimos em frente.
Levantaste-me o queixo, apanhaste-me a coroa e voltaste a colocá-la na minha
cabeça. Nunca quiseste que eu deixasse de ser uma princesa.
Há quem acredite nos contos de fadas.
Há quem acredite nas “amizades coloridas”. Eu cá sempre desconfiei. Deve ter
sido alguém muito solitário a inventar este termo. Sim, eu sei do que falo
porque foi o que nos aconteceu. Foi o que “nos” aconteceu, porque há um “nós”em todas as coisas. Há um “nós” na nossa vida, no nosso futuro, no nosso amor, nos nossos
corações, na nossa felicidade. Há um
“nós” no meu sangue. Aquele que agora corre por ti. O meu coração bate por ti.
Coração que agora é teu. Tenho passado
algum tempo sozinha, e não consigo. Não consigo estar sem ti. Não consigo parar
de pensar em ti. Não consigo imaginar-me sem ti. O meu coração chama o teu
nome. O meu cérebro chama o teu nome. Só penso em ti e aquilo que
pensamos é o motor do nosso comportamento. É por isso que o meu corpo se
comporta como um viciado. Será que é errado
amar-te com todo o meu coração? Se for, paciência, porque algum dia ele vai ter
que parar de bater.



