6.10.12

A caminhada




Caminhando com os cabelos ao vento, vou pensando em tudo o que já me aconteceu, nas inúmeras sensações boas e menos boas pelas quais fui obrigada atravessar assim, despida de sonhos e com as roupas imundas de vontades apodrecidas no tempo. Elevando as mãos à cara, sinto uma humidade maravilhosa, humidade que faz com que eu me torne humana, que me faça sentir que não sirvo apenas para destruir mas também para construir. Tombam-me os joelhos e sinto saudades, saudades absurdas mas doídas, saudades incompreensíveis mas existentes… Sinto saudades tuas, saudades dos segundos que olhaste nos meus olhos e viste bem fundo. Admirei-te pela intensidade e vontade que tentavas descobrir o que diante de ti estava, mas partiste e não voltaste. Levanto-me e digo: prometo que vou seguir em frente, dando as mãos ao vento, beijos ao luar, e vivendo sem pensar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário