Caminhando
com os cabelos ao vento, vou pensando em tudo o que já me aconteceu, nas
inúmeras sensações boas e menos boas pelas quais fui obrigada atravessar assim,
despida de sonhos e com as roupas imundas de vontades apodrecidas no tempo. Elevando
as mãos à cara, sinto uma humidade maravilhosa, humidade que faz com que eu me
torne humana, que me faça sentir que não sirvo apenas para destruir mas também
para construir. Tombam-me os joelhos e sinto
saudades, saudades absurdas mas doídas, saudades incompreensíveis mas
existentes… Sinto saudades tuas, saudades dos segundos que olhaste nos meus
olhos e viste bem fundo. Admirei-te pela intensidade e vontade que tentavas
descobrir o que diante de ti estava, mas partiste e não voltaste. Levanto-me e
digo: prometo que vou seguir em frente, dando as mãos ao vento, beijos ao luar, e
vivendo sem pensar.

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