As
palavras são o alimento dos ventos. Dos que vêm de frente ou de trás que nos
transformam em animais cruéis com medo do que possa vir. As palavras são
levadas tal como os nossos inúmeros pensamentos que nos deixam menos humanos, que
nos fazem questionar o que somos e para quê é que somos. Mesmo que não
queiramos, mesmo que sejamos apunhalados e enforcados, as palavras são levadas
até ao ponto de nos tornarmos incapacitados de pedir ajuda, como se a nossa
garganta libertasse sons mudos de seres estúpidos. Às vezes as palavras não têm
uso. Elas partem quando não queremos e quando temos algo a dizer perdem-se. As
palavras? Para quê é que queremos nós as palavras se uma simples palavra não
muda a raiva que estou a sentir quando vejo tudo o que podia ter dito e nunca
disse. Tenta enfrentar o vento quando ele vem de frente para te tirar as
palavras com atitude, mostra-te mais forte, um animal cruel mas racional, um
ser vivo! O vento tira as palavras. A morte tira a vida. Inútil foram as palavras
e o tempo que perdi, mas aprendi que deixei muito por dizer por ter medo de ti
ó vento.
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